Essas foram as obras de arte mais caras do mundo em 2025 🤑
As pinturas que fizeram sucesso nas casas de leilão do último ano.
Prepare o bolso! 💸 Em 2025, o mercado de arte viveu movimentações de peso, com direito a novos recordes. Assim como fizemos com as principais cifras alcançadas em leilões em 2024, agora repetimos a dose. Confira o ranking das 10 obras de arte mais caras do mundo em 2025.
#10: La Lecture (Marie-Thérèse) (1932), Pablo Picasso 💭
Origem do artista? Espanha 🇪🇸
Valor da venda? $45,485,000 💰La Lecture (Marie-Thérèse) mostra a jovem leitora em repouso, captada em um instante íntimo de concentração. O quadro combina ecos do cubismo com uma linguagem mais suave e curvilínea, típica da fase em que Picasso explora volumes simples, linhas claras e um clima de quietude. É uma obra que traduz a procura de Picasso por novas maneiras de representar afeto, intimidade cotidiana e serenidade.
A pintura foi produzida no Château de Boisgeloup, propriedade do artista na Normandia que serviu como estúdio entre 1930 e 1936. Vendida em novembro de 2025, teve oito donos anteriores. Sua última presença no mercado havia sido em 1985, quando os donos antigos adquiriram em uma galeria em Nova York.
#09: Nymphéas (1907), de Claude Monet 🪷
Origem do artista? França 🇫🇷
Valor da venda? $45,485,000 💰Nesta pintura da série Nymphéas, Monet transforma o lago de seu jardim em Giverny em um quadro quase abstrato de cor e luz. Pequenas flores flutuam sobre tons de verde e azul que se dissolvem suavemente, enquanto o reflexo do céu na água cria uma sensação de profundidade sem horizonte definido. É um estudo poético sobre natureza e a experiência sensorial da paisagem.
A pintura tem uma trajetória curiosa. Entre Paris e Nova York, pertenceu a distintas galerias, colecionadores privados e a um hotel da capital francesa. Foi colocada à venda em novembro de 2025 pelo Kawamura Memorial DIC Museum of Art, museu localizado no Japão que tinha a obra desde 1985.
#08: Composition with Large Red Plane, Bluish Gray, Yellow, Black and Blue (1922), de Piet Mondrian 📐
Origem do artista? Holanda 🇳🇱
Valor da venda? $47,560,000 💰Mondrian radicaliza sua busca por uma linguagem visual pura, estruturada por linhas negras retas que delimitam campos cromáticos planos. O grande quadrado vermelho domina a composição, equilibrado pelos retângulos menores. O rigor geométrico convive com uma tensão sutil entre ordem e ritmo, como se a tela fosse um organismo feito de relações precisas. A pintura sintetiza o ideal neoplasticista: reduzir o mundo a formas essenciais e universais, criando uma harmonia abstrata.
Adquirida diretamente de Mondrian pelo poeta holandês Anthony Kok, foi posteriormente vendida ao geólogo francês Henri-Georges Doll. Vendida em maio de 2025, a obra incorporava a coleção do casal Leonard e Louise Riggio desde 2000. Com o falecimento do marido em 2024, Louise optou pelo leilão.
#07: Crowns (Peso Neto) (1981), Jean-Michel Basquiat 👑
Origem do artista? EUA 🇺🇸
Valor da venda? $48,335,000 💰Em Crowns (Peso Neto), Basquiat transforma sua recorrente coroa em marca de poder, autoria e identidade. A obra combina texto, traços rápidos e figuras esboçadas, evocando tanto o grafite das ruas quanto referências à história da arte e da cultura negra. As coroas soam ao mesmo tempo lúdicas e combativas. O resultado é uma pintura pulsante, que traduz a urgência e a energia crua da época em que foi criada.
A obra foi leiloada em novembro de 2025, em Nova York. O comprador foi um colecionador asiático anônimo que fez a oferta por telefone. Entre os donos anteriores ao longo dos anos, destaca-se Thomas Worrell, um importante apoiador precoce de Basquiat.
#06: El sueño (La cama) (1940), de Frida Kahlo 🛏️
Origem do artista? México 🇲🇽
Valor da venda? $54,660,000 💰Frida Kahlo cria uma cena onírica em sua cama, espaço de repouso e também de vulnerabilidade. A artista mistura realidade e fantasia, produzindo uma imagem delicada e intensa. As figuras e objetos parecem carregados de significado íntimo, como fragmentos de um diário visual. A pintura reafirma a forma singular com que Kahlo transforma sua experiência em uma narrativa fortemente emocional.
Foi vendida em novembro de 2025, estabelecendo um novo recorde para uma obra de arte de uma artista mulher e para um trabalho latino‑americano. A pintura pertencia ao casal Nesuhi e Selma Ertegun. Nascido em Istambul e falecido em 1989, Nesuhi foi um produtor de jazz de enorme sucesso. Foi próximo de Vinícius de Moraes e um dos fundadores do New York Cosmos, time que Pelé jogou. Selma nasceu no Brasil e, até sua morte em 2024, foi a proprietária única da coleção que formou com o marido.
#05: No. 31 (Yellow Stripe) (1958), de Mark Rothko 🟨
Origem do artista? Letônia/EUA 🇺🇸
Valor da venda? $62,160,000 💰Nesta obra, Rothko trabalha com grandes campos de cor suavemente esfumados, criando uma atmosfera contemplativa onde um amplo campo escuro é atravessado por uma faixa amarela luminosa. A simplicidade formal esconde uma certa carga emocional e as bordas indefinidas fazem as cores parecerem vibrar ou respirar. Como em outras obras de sua fase madura, não há narrativa, apenas a experiência direta do olhar diante de uma presença cromática quase espiritual.
Entre galerias e colecionadores, a propriedade da pintura passou por oito distintos donos. Entrou em leilão em novembro de 2025, como parte da coleção de Robert e Patricia Ross Weis, falecidos em 2015 e 2024, respectivamente. Anteriormente, o casal havia adquirido a obra em uma galeria de Nova York, em 1995.
#04: Piles de romans parisiens et roses dans une verre (Romans parisiens) (1887), de Vincent van Gogh 📚
Origem do artista? Holanda 🇳🇱
Valor da venda? $62,710,000 💰Van Gogh transforma uma simples natureza-morta — pilhas de romances parisienses e um copo com rosas — em um estudo vibrante de cor e textura. Os livros, pintados em tons quentes e variados, sugerem uma vida intelectual intensa, enquanto as rosas delicadas trazem um contraponto poético. As pinceladas curtas e energéticas dão dinamismo ao conjunto, revelando o olhar atento do artista aos pequenos detalhes da vida cotidiana.
A tela teve como primeiro proprietário Theo van Gogh, irmão de Vincent, e seguiu com alguns herdeiros da família nos anos seguintes. Mais tarde, chegou a pertencer ao pintor italiano Antonio Mancini e passou por galerias na França e na Suíça. Antes da recente venda, em novembro de 2025, pertencia ao casal Cindy e Jay Pritzker, cofundadores do Prêmio Pritzker, mais alta honraria de arquitetura. Em 1994, eles haviam comprado a obra de Robert Holmes à Court, o primeiro bilionário da Australia.
#03: Forest Slope in Unterach on the Attersee (1916), de Gustav Klimt 🥉
Origem do artista? Austria 🇦🇹
Valor da venda? $68,320,000 💰Nesta paisagem, Klimt abandona a figura humana para explorar a densidade estética da natureza. O declive arborizado é construído por uma trama de pontos e manchas de cor que, de longe, se organizam em um padrão quase têxtil. A floresta se torna um mosaico vivo, onde cada folha e cada tronco contribuem para uma superfície rica e ornamental.
A obra pertencia a Leonard A. Lauder, herdeiro da multinacional de cosméticos Estée Lauder Companies, dona de marcas como MAC e Tom Ford Beauty. Lauder adquiriu a obra em 1972. Antes de chegar a ele, nunca havia sido vendida. Teve como primeiro dono o artista Heinrich Böhler e seguiu com seus herdeiros. Lauder morreu em julho de 2025 e o leilão da tela ocorreu em novembro.
#02: Blooming Meadow (1908), de Gustav Klimt 🥈
Origem do artista? Austria 🇦🇹
Valor da venda? $86,000,000 💰Em Blooming Meadow, um campo de flores ocupa toda a superfície da tela, criando um tapete colorido que dissolve a distinção entre figura e fundo. Klimt organiza o prado em pequenos pontos e formas florais, aproximando sua pintura de um padrão decorativo, mas sem perder a sensação de profundidade e de luz. O resultado é um híbrido entre paisagem e ornamento, no qual a natureza se apresenta como uma celebração cromática.
Também parte da coleção de Leonard A. Lauder, a obra pertenceu inicialmente à artista Broncia Koller-Pinell. Foi comprada por Lauder em uma galeria em Nova York em 1985 e vendida no mesmo leilão de novembro passado.
#01: Portrait of Elisabeth Lederer (1914), Gustav Klimt 🥇
Origem do artista? Austria 🇦🇹
Valor da venda? $236,360,000 💰Este retrato de Elisabeth Lederer inspirado na arte asiática revela a elegância e a sensibilidade típicas dos retratos tardios de Klimt. A figura surge diante de um fundo decorativo que reforça a aura de refinamento da modelo. As roupas fluidas e os detalhes sutis do rosto criam um equilíbrio entre presença real e idealização. Klimt capta não apenas a aparência, mas também um certo estado de espírito, transformando o retrato em um objeto de contemplação estética.
A tela foi produzida originalmente para o casal August e Serena Lederer, pais de Elisabeth e fiéis patronos de Klimt. Perseguida pelos nazistas, a família teve a pintura saqueada pelo regime em 1938. Em 1948, três anos após a queda de Hitler, as autoridades de restituição conseguiram encontrar o retrato e devolver a Erich Lederer, irmão de Elisabeth. Ele vendeu para uma galeria de Nova York em 1983, dois anos antes de sua morte.
Assim como as anteriores, essa obra era propriedade de Leonard A. Lauder, comprada em 1985 na galeria nova-iorquina. Vendido em novembro de 2025, o retrato entrou para a história como a segunda maior venda de arte já realizada em um leilão e o maior lance já alcançado para uma arte moderna. O recorde geral fica com Salvator Mundi (1500), de Leonardo da Vinci, arrematada por US$ 450,3 milhões em 2017.
Quadro comparativo 📋
Confira o resumo com as dez obras de arte mais caras vendidas em 2025:













